Advocacia médica. A gente poderia escrever aqui sobre processos, condenações, decisões judiciais. Fazemos isso com frequência.

Mas hoje queremos falar sobre o tipo de advocacia médica em que acreditamos. Porque, depois de mais de 10 anos, temos clareza sobre isso.
Acreditamos numa advocacia médica que chega antes do problema.
A maior parte do trabalho que mais nos orgulha nunca vai aparecer numa sentença. Está nas consultas preventivas, nos contratos revisados antes de serem assinados, nos consentimentos reestruturados antes que qualquer paciente reclamasse, nas perguntas respondidas num sábado de manhã que evitaram que uma situação pequena virasse um processo.
Esse trabalho é invisível por natureza e talvez seja o mais importante que fazemos.
Acreditamos que médico não deveria precisar entender de direito para se proteger.
Ele já passou anos estudando para salvar vidas. Não é razoável exigir que ele entenda sozinho os limites do que pode publicar nas redes, o que o consentimento informado precisa conter, o que acontece quando um paciente nega um tratamento, o que fazer nas primeiras horas depois de uma intercorrência.
Esse é o nosso trabalho. Traduzir o que a lei exige para a realidade de quem vive dentro de um consultório, de uma sala cirúrgica, de um plantão de 12 horas.
Acreditamos que cada caso é uma pessoa, não um processo.
Quando um médico nos procura com uma dúvida que ele mesmo acha pequena demais, a gente leva a sério. Porque quem está do outro lado não é um número de expediente, é alguém que construiu uma carreira, que tem uma família, que dedicou anos à medicina e que não deveria ter que enfrentar sozinho o sistema jurídico quando algo dá errado.
Essa é a advocacia médica que queremos fazer todos os dias.
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