Médico com salário atrasado não é “problema do sistema”.
É uma violação da lei.
E a maioria dos médicos que passa por isso não sabe que pode, e deve, agir juridicamente.
Nos últimos meses, vimos crescer o número de profissionais com salário atrasado há semanas, às vezes meses. CLT, PJ, vínculos com fundações, contratos intermediados. Não importa o formato: salário é verba alimentar e tem prioridade legal sobre qualquer outra obrigação do empregador.
A justificativa de que “o governo não repassou” não transfere a culpa nem elimina a responsabilidade de quem contrata e deixa o salário atrasado.
O que você pode fazer na prática:
→ Ação de cobrança judicial para receber os valores em atraso, com correção e juros;
→ Rescisão indireta, ou seja, parar de trabalhar, quando o descumprimento contratual é grave e reiterado;
→ Responsabilização solidária de intermediadoras e órgãos públicos envolvidos.
Sabemos que a primeira preocupação é: “vou me queimar com o hospital.”
Entendemos. Mas uma instituição que não paga o que deve já comprometeu essa relação antes de você. Existe uma forma estratégica de agir, sem exposição desnecessária.
Outro ponto importante a se considerar, é que a cobrança pode demorar a depender da documentação que você tem nas mãos, e por isso entrar logo pode ser a diferença entre ter chances de receber ou não, ainda mais se a empresa estiver com dificuldades financeiras.
Então não espere a empresa se tornar insolvente, ou abrir falência, para então cobrar o que lhe é devido. Seu salário deve ser prioridade para você.
Se você está nessa situação ou conhece alguém que está, o primeiro passo é entender o que a lei permite no seu caso específico.
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