dezembro 05 2017 0Comment
Erro de diagnóstico

Erro de diagnóstico

Semelhança de sintomas entre doenças distintas exime médico de erro em diagnóstico.

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina manteve sentença que inocentou dois médicos acusados de incorrer em erro durante tratamento.

A paciente alegou ter sofrido sequelas motivadas pelos remédios que lhe foram ministrados.

A autora da ação sustentou que os profissionais fizeram um diagnóstico equivocado de sua moléstia.

Eles indicaram que a paciente era portadora de “polimiosite de adulto”.

Foram receitados corticoides para tratá-la.

Posteriormente, contudo, após a paciente mudar-se para Porto Alegre-RS, outros profissionais da medicina descobriram que se tratava de “distrofia muscular”.

Esta doença, por outro lado, é combatida por sessões de fisioterapia e simples administração de analgésicos.

Foi quando a paciente soube que também sofria de “osteonecrose da cabeça femural”.

Esta doença foi atribuída ao uso de corticoides em doses elevadas e ocasionou a indicação de colocação de prótese no quadril.

Pelo conjunto dos fatos, a paciente pediu indenização por danos morais e pensão mensal vitalícia.

Investigações levadas a cabo pelos Conselhos Estadual e Federal de Medicina, entretanto, foram uníssonas em rejeitar e arquivar as denúncias contra os profissionais catarinenses.

Experts ouvidos também confirmaram a semelhança de sintomas entre as doenças indicadas, com necessidade de acompanhamento por longo período para promover diagnóstico mais preciso.

Os primeiros profissionais trataram da paciente, juntos, por oito meses.

A segunda equipe debruçou-se sobre o caso por outros 18 meses até alcançar o veredicto final, e em parte deste último período manteve os corticoides inicialmente prescritos.

“Exsurge da prova produzida nos autos que a melhor técnica foi devidamente empregada pelos requeridos, o que afasta a configuração de erro médico e, por conseguinte, o dever de indenizar civilmente por dano moral”, concluiu o desembargador (Apelação Cível n. 0160100-95.2014.8.24.0000).

Fonte: TJSC

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