março 20 2019 0Comment
violência obstétrica

Violência obstétrica

Você já sofreu violência obstétrica?

Eu já! Sim, parece estranho falar disso e pensar que uma advogada de direito médico, que conhece tanto os seus direitos, sofreu violência obstétrica.

De fato, quando isso aconteceu, por uma perda gestacional, eu já trabalhava com direito médico. Entretanto, pela minha própria dor, demorou para a “ficha cair”.

Não é fácil processar toda a perda, e além disso, buscar respostas onde muitas vezes resta um “pacto de silêncio” quanto ao assunto, pois nenhum profissional quer desmerecer o outro.

Totalmente entendo esta ótica dos profissionais, mas também, do outro lado está um paciente desamparado, enfrentando uma verdadeira jornada dolorida em busca de respostas.

Foi neste momento, dentro da minha busca pessoal, que me aprofundei no estudo da violência obstétrica e na necessidade de difundir informação para que mais mulheres não passem por isso.

Isso impediu que eu visse acontecer novamente com pessoas próximas? Infelizmente não. Ainda não, mas quem sabe um dia? Ainda estamos longe de um atendimento humanizado em muitos casos, mas isso não significa que devemos desistir.

De fato, por experiência pessoal também, o atendimento humanizado existe.

E faz toda a diferença, mesmo em horas de luto, pois a medicina é bastante incerta por sua própria natureza.

Acredito que a mulher deva se informar e ter em mente que algumas condutas não devem ser toleradas nunca!

Somente com informações podemos lutar pelos nossos direitos.

Processar ou não pelos danos sofridos é uma escolha pessoal, mas aí o dano já ocorreu, e a dor permanece, não importa a indenização. Assim, o trabalho de prevenção é muito mais importante, pois atinge mais pessoas e não deixa cicatrizes amargas.

Vamos juntas nesta luta? Informe-se! Empodere-se!

E se aconteceu com você, saiba que não está sozinha!

Existe uma rede humanizada na saúde e na advocacia que pode te ajudar a lidar com isso.

Leia também: Cuidem bem de nósComo preparar um plano de parto.

Por: Isabela Moitinho de Aragão Bulcão
Advogada-sócia no Escritório de Advocacia Bulcão & Zeferino, especialista em direito médico, odontológico e da saúde.

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