setembro 19 2017 0Comment
Gestantes

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Médicos de convênio em SP cobram de gestantes taxa para estarem disponíveis na hora do parto.

Mulheres grávidas que têm plano de saúde estão sendo surpreendidas, perto de dar à luz, por um gasto não planejado.

A taxa de disponibilidade é uma garantia que alguns médicos cobram para ficar à disposição da gestante na hora do parto.

A psicóloga Egle Regina Belintani da Gama levou um susto.

Foi avisada pela obstetra do pré-natal que teria que pagar R$3.500,00 pelo parto.

“Ela disse que era uma taxa chamada de disponibilidade porque como os partos hoje em dia são muitos partos para fazer”.

“E depende se o parto caísse perto de um feriado”.

“Então para que ela pudesse ficar disponível na espera do bebê chegar então eu teria que pagar essa disponibilidade”.

Sem ter como pagar, ela foi atrás de outro médico do convênio que não cobrasse pelo parto.

Mas não achou e teve o filho com um obstetra que estava de plantão.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar é quem regula os planos de saúde.

Questionada sobre essa cobrança, a resposta da ANS é bem clara.

“Uma consumidora de plano hospitalar com obstetrícia tem o direito garantido de que o parto está no seu plano”.

“Os honorários médicos serão em sua totalidade cobertos pela operadora”.

A federação que representa os obstetras alega que o repasse dos convênios para os médicos é muito baixo.

As operadoras de Planos de Saúde pagam aos médicos cerca de R$500,00 por parto.

“A operadora não garante a escolha do médico, portanto, é prerrogativa do médico que faz o pré-natal, ir fazer o parto ou não, desde que ele estabeleça esse pacto, esse acordo com as pacientes”, afirma Cesar Eduardo Fernandes, presidente da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.

Especialista em direito do consumidor, o advogado Gabriel Villareal afirma, porém, que quando o médico se credencia a um convênio, ele aceita as regras e os valores.

A Agência Nacional de Saúde considera taxa ilegal.

Federação de obstetras alega que repasse dos convênios é baixo e pede à Justiça que legalize cobrança.

“A ANS homologa os diversos planos de cada convênio, quem estipula a tabela é o próprio convênio. O médico que não estiver de acordo com a tabela do próprio convênio ele pode optar por se descredenciar e não trabalhar mais sob a cobertura do convênio.”

“Eu acho que os convênios realmente devem melhorar o repasse para esses profissionais. Mas a gente como consumidor não pode ficar nesse meio de caminho, né?”

“A briga é entre convênio e profissional e a gente acaba sofrendo esse impacto”, pondera a gestante.

Pela lei, a gestante tem um prazo de três anos para pedir à Justiça a restituição do valor pago.

http:G1

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